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sábado, 16 de março de 2013

Curso - Produção Editorial: O negócio do livro

O livro no mercado editorial e na história da cultura e da comunicação tem sido estudado do ponto de vista de várias disciplinas: teoria da leitura, crítica literária, história do livro e da leitura,  nesse curso trago a ótica da administração, do empreendedorismo e da gestão de novos negócios.  A primeira pergunta é: Qual é o seu negócio no negócio no negócio do livro? Editor, revisor, tradutor, produtor editorial, assessor de imprensa, designer?

Ementa: Como elaborar um plano de negócios, o mercado global do livro, as novas tecnologias e o mercado, a estrutura organizacional de uma editora, como criar metodologias de organização e controle na produção editorial: implementar critérios de qualidade editorial, gerir etapa por etapa a edição  de livros - tradução, preparação de originais, revisão, projeto gráfico, diagramação, impressão, migração de conteúdo, produção de livros interativos (ios, android).









Interações dialógicas e construção do conhecimento

Esse artigo escrito em 2009 é pura interação dialógica, resultado de várias leituras minhas e do André, conversas no bosque da PUC-Rio, sonhos que se transformaram no de uma plataforma de informação e disseminação da cultura (música, fotografia, filme, artes plásticas e artigos científicos). Um artigo científico na mão de um poeta virou música.http://www.youtube.com/watch?v=0kXOMoV8qIA

 "A aprendizagem e a construção do conhecimento são, pois, concebidos como aspectos integrantes da prática. Prática em articulação com a teoria, aliando sonho e ação"
 

Interações dialógicas e construção do conhecimento

André Moura e Elisângela Alves
Cátedra UNESCO PUC-Rio de Leitura
                                                                
                                                                

A condição da existência humana no mundo nos impele a trafegar constantemente em instância dialógica. O indivíduo em interação com a natureza, em integração com a cultura, em debate com seus anseios reprimidos e desejos manifestos. O ser em embate com o transcendente, em xeque com o incognoscível, em diálogo com o outro... A relação entre as dimensões da identidade e da alteridade se dá na mesma clave que trama e urdidura no tear. Identidade e alteridade em um tecido bem trançado, pois o que seria a relação com o outro senão a relação com si mesmo? Com as devidas lacunas a serem preenchidas de modo incessante.  
Cumpre recordar que a relação do homem com este mundo dialógico que o cerca – em eterna busca do conhecimento – acontece por intermédio de sua interação com a linguagem. É a  palavra que nomeia a realidade, organiza o questionamento, que desconstrói a realidade por ela anteriormente nomeada. Viver em uma sociedade que transmite a produção de seu conhecimento através da palavra falada, escrita, sinalizada ou transmitida por pixels é ler nas entrelinhas o reiterado plano da dualidade. Como uma ponte, para se construir um diálogo, há que se ter dualidade: duas margens, duas pontas.  Duas perspectivas, dupla porta. Entreaberta. Sob o signo do sentido bífido, travam contato tanto dualidade quanto duplicidade.
Como se puxássemos o fio de metafórica meada, vale convocarmos o “cantor da polifonia” Mikhail Bakhtin. Segundo o pensador russo “toda palavra comporta duas faces”. A face de partida, palavra emitida e a face de chegada, palavra do destinatário. A troca – em diálogo – com o outro se expande em uma relação com os indivíduos mas também fenômenos, com os objetos, o mundo é o interlocutor. Outro trecho luminar do pensamento de Bakhtin “toda palavra serve de expressão de um em relação ao outro. Através da palavra defino-me em relação ao outro, isto é, em última análise, em relação à coletividade.” Poderíamos inferir que a relação dialógica guardaria em si uma dimensão triádica, na qual o terceiro elemento é a coletividade? Sabemos que o diálogo é composto do falante, do interlocutor e da língua, ou melhor, num sentido mais abrangente, da linguagem. Em realidade, Bakhtin reforça que o dialogismo se insere em uma perspectiva sociocultural. Ou seja, o falante estabelece um “contrato” com o interlocutor, que influenciará o locutor, que terá seu enunciado alterado tanto na organização quanto na estrutura.          
A literatura, a arte, de modo geral, é prolífica em apresentar personagens em conflito com a sombra, com o espelho, com o reflexo, a alma, o outro. Alice através do espelho; Dorian Gray e seu retrato; a rainha-madrasta de Branca de Neve e o seu espelho bancando o oráculo e por que não? – considerando a vaidade como vereda do destino – verdadeiro algoz? Narciso encantado pelo próprio reflexo – fundador da auto-consciência – ou a nova teoria da alma humana, no prisma de Machado; e Guimarães Rosa, para citar apenas uma de suas “estórias”, ao engendrar seu diálogo de espelhos,  peça de ourivesaria espelhada no conto do Mestre, estilhaçando-nos com sua pergunta: “– Você chegou a existir?” Seriam infindáveis os exemplos do espelho como espaço de experimentação. Outras vezes é o interlocutor que se assemelha ao reflexo, induzindo à reflexão por parte do locutor, nos diálogos que tanto podem ser duetos ou duelos. A boneca Emília e o sábio sabugo Visconde; Édipo e a esfinge; Caim e Abel; a presença do outro que faz as vezes de comparsa, de cúmplice, na condição de contraponto, numa interação dialógica da voz e com sua contraluz.
Para a construção do conhecimento, todo e qualquer conhecimento, é necessário o conhecimento do outro, a consciência do saber diverso que o interlocutor traz é básico, é ponto de partida para adenar o argumento. Tão fundamental ao pensamento, pois é na relação de alteridade que se instala a crítica, é o crítico (que pode ser o auto-crítico) que instaura a perspectiva responsável pela justa medida. Pois o pensamento pode ser embriagante, entorpecedor, alienante como na alegoria platônica d´O mito da caverna. Nunca é demais resgatar uma boa história, fábula ou mito. A parábola escrita pelo filósofo em “A República”, além de sua discussão central entre essência e aparência, discute a importância do diálogo, da alteridade, da opinião dissonante no processo epistemológico. Recordando aquele único habitante da caverna  que se liberta dos grilhões e que, após ver a luz e a realidade fora da caverna, entra em contato com a verdade filosófica por oposição às crenças e superstições, é o diálogo com esta outra realidade que faz que ele construa um novo paradigma. E supondo o seu retorno a fim de libertar seus companheiros, o embate com os ainda acorrentados é uma interação dialógica que pode fazer com que ele reforce sua filosofia ou mesmo a descarte.          
O dialogismo que tanto ocorre na dimensão ontológica, enquanto fenômeno, voltado para o sujeito e também em nível epistemológico, quanto existe como conceito, direcionado para o objeto pode ser capaz que atender problematizações que ultrapassam processos lineares ou linearizantes, analíticos, que não operam na interface, reduzindo a complexidade pós-moderna. O dialogismo, o diálogo compreendido de forma plural enquanto locus e processo de construção intersubjetiva de sentidos. São as várias vozes que dão ao saber um caráter polifônico que começa a se aproximar do que a realidade encerra. A aprendizagem e a construção do conhecimento são, pois, concebidos como aspectos integrantes da prática. Prática em articulação com a teoria, aliando sonho e ação.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tendências do mercado digital para 2011

Em todo o mundo, o novo negócio da impressão tem se baseado na sofisticação de produtos e serviços com tecnologia digital, ampliando as potencialidades de um segmento que até recentemente era totalmente orientado à tecnologia offset. Atualmente, tanto a indústria gráfica quanto o mercado corporativo estão muito atentos às enormes oportunidades de negócio ligadas à comunicação dirigida e ao marketing de relacionamento, o que impulsiona a demanda pela tecnologia digital.

Segundo especialistas do setor,desde 2007, o crescimento no mercado de impressão foi de cerca de 45%, entretanto, para que as empresas continuem competitivas, fatores como prazos de entrega, impressão em mais cores, e-commerce, integração tecnológica, solução de impressão, entre outras, são determinantes.

Estima-se que mais de 80% de todos os trabalhos recebidos por uma gráfica sejam de tiragens inferiores a 5.000 impressos. Nesse volume, as tecnologias de impressão digital apresentam preços altamente competitivos comparados ao offset. A redução no processo e tempos de produção resulta em entrega quase imediata e a qualidade percebida de impressão é vista como muito boa, respeitadas as características técnicas de cada processo, a qualidade atende plenamente suas expectativas

Ainda falando de tecnologia digital e mundo virtual, a digitalnews de janeiro trouxe um Estudo da Millward Brown em parceria com a Dynamic Logic que analisou as seguintes tendências para o mercado digital este ano:


1. Marcas nas redes sociais
A internet continuará dividida entre web (aberta) e redes sociais (fechadas). Cada vez mais, as marcas vão marcar presença com aplicativos próprios em plataformas específicas público e estratégias de integração já começaram a ser discutidas.

2. Compras online 
Continuarão crescendo, apesar do medo com informações pessoais e bancárias. Serviços de compras coletivas – Click on, Wego, Groupalia, Groupon – continuarão se expandindo para outros países além de EUA e China. Novos modelos de e-commerce, como transação direta, leilão reverso e leilão holandês também começam a crescer.

3. Interatividade
Formatos interativos de publicidade vão dominar até os meios físicos. A ideia é replicar a experiência do site, por exemplo: papéis de parede com background que ampliam o impacto de banners, ou expansão da imagem mostrando vídeos e ainda integração de banners com campanhas em mídias sociais. O Google já previu que 75% de toda a publicidade na internet será social em torno de 201.

4. Viral 
O viral deixou de ser considerado algo extra e “legal de se ter”, agora é parte chave da estratégia de comunicação. Compartilhar ideias é o grande diferencial desta geração e nenhuma marca poderá ignorar o poder da divulgação boca a boca ou click a click.




É isso aí, editor....quem esteve apenas pensando nesses temas, já é hora de arregaçar as mangas e colocar a mão na massa, ou melhor, no mouse e entrar de vez no mercado digital.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Banca de Jornal Digital

O google abordou vários editores sobre a criação de uma banca de jornais digital, como forma de as empresas venderem versões de suas publicações criadas para  Tablets e Smartphones. No mês passado a Google começou a vender livros digitais através de uma loja virtual entrando no mercado da Amazon.com. Enquanto isso, a Aplle parece estar preparando várias alterações para sua loja do iTunes. O futuro é hoje.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O melhor de dois mundos - livro e gastronomia

Entre provas,negociação de projetos, processos de seleção, editais de concurso e experimentos culinários para relaxar...ontem, enfim, assisti Julie & Julia. Uma aula perfeita de escrita interativa, edição 2.0, captação e agenciamento literário.Entretanto, juro que fiquei com vontade de largar o mercado editorial e mergulhar de vez na gastronomia (rs). Quem ainda não viu, veja!

http://www.youtube.com/watch?v=OBc5n9lwDgM